Este blog foi criado com o intuito de aprofundar e melhorar os conhecimentos da disciplina de Biologia do 12ºano.Serão apresentados documentos, textos,artigos relacionados com o programa de Biologia sobretudo sobre o tema da Biotecnologia.

sábado, março 25, 2006

Anticorpos monoclonais




Os anticorpos monoclonais são obtidos laboratorialmente e resultam da estimulação de apenas um clone de linfócitos B (linfócitos que quando estimulados dividem-se em celulas de memória e plasmócitos, capazes de produzir anticorpos especéficos). Estes anticortpos são todos específicos para um determinado antigene (agente patogénico). Em laboratório, após a estimulação do clone de linfócitos B os plasmocitos e células do mielona (celulas capazes de se multiplicar constantemente e indefinidamente), sao fundidos, obtendo-se um hibridoma, que são celulas que conjugam as características parentais e que são produtoras de anticorpos específicos e dividem-se continuamnte, podendo o excesso ser armazenado para futuras utilizações.

Estes anticorpos altamente especéficos são utilizados em varios fins tais como :

- no diagnóstico de doenças e situações clinicas: tais como testes de gravidez,raiva,hepatite...;
- na imunização passiva;
- no tratamento de cancro;
- enxertos e transplantes;
- antidotos para venenos e drogas.

sexta-feira, março 17, 2006

Descoberto mecanismo celular de defesa contra o HIV


Cientistas da Universidade Estadual de Ohio (EUA) descobriram um mecanismo celular contra o vírus da Aids que pode abrir caminho para uma nova estratégia médica contra a doença.
Em artigo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", os cientistas do Centro Integral contra o Câncer (CCC, na sigla em inglês) afirmam que duas proteínas que normalmente reparam o DNA também podem destruir o DNA do Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV) quando este invade uma célula.Segundo os pesquisadores, o DNA do HIV é essencial para a sobrevivência e reprodução do vírus que causa a aids.
Atualmente, os tratamentos contra a doença usam uma combinação de medicamentos que não eliminam o HIV do corpo, mas neutralizam sua capacidade de propagação e multiplicação."Nossa descoberta identifica um novo alvo potencial para um remédio", diz Richard Fishel, professor de virologia molecular, imunologia e genética molecular e diretor do estudo.O cientista acrescenta que os resultados dos experimentos realizados com as proteínas confirmam que estas participam da destruição do DNA do HIV. "Esse processo reduz o volume do DNA do HIV que pode atingir os cromossomos e protege com isso as células de uma infecção", acrescentou.A próxima tarefa será determinar a forma com que as proteínas destroem o DNA do vírus, o que poderia ajudar na criação de medicamentos que ajudariam essas proteínas a destruírem uma maior quantidade de DNA, afirmam.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14360.shtml

sábado, março 11, 2006

Pão


O pão é um alimento elaborado com farinha, geralmente de trigo ou outro cereal, água e sal, formando uma massa com uma consistência elástica que permite dar-lhe várias formas. A esta mistura básica podem acrescentar-se vários ingredientes, desde gordura a especiarias, passando por carne (geralmente curada), frutas secas ou cristalizadas, etc.
Existem dois tipos básicos de pão:


1. O pão levedado, a que se acrescentou à massa levedura ou fermento geralmente "cozido" num forno, produzindo pães mais ou menos macios, em que a massa cozida tem espaços com ar

2. O pão ázimo, sem fermentos, que produz pães geralmente achatados, mais consistentes ; estes podem ser cozidos no forno ou assados numa chapa (ou frigideira), ou mesmo fritos.

História do Pão

O pão é um produto alimentício resultado do cozimento de farinha com água e sal. Foi produzido pela primeira vez, pelos povos que habitavam a região onde agora é a Suíça (aldeias palafitas), por volta do ano 10.000 a.C., e a leitura da Bíblia nos mostra, que foram os Hebreus os responsáveis pela descoberta e divulgação da massa fermentada. As vantagens da fermentação e o consumo do pão mais semelhante ao que comemos hoje, era utilizada pelos egípcios á 4.000 anos a.C.
No Egito o pão pagava salários, camponeses ganhavam três pães e dois cântaros de cerveja por dia de trabalho. O sistema de fabricação dos egípcios era muito simples – pedras moíam o trigo que adicionado á água formavam uma massa mole – e foram mostradas em pinturas encontradas sobre tumbas de reis que viveram por volta de 2.500 a.C.
As padarias, que hoje viraram panificadoras, surgiram por volta de 4.000 a.C., em Jerusalém, após o contato com os egípcios, com quem aprenderam a fabricação e obtiveram a receita. Pouco tempo depois, já existia na cidade uma famosa rua de padeiros. O pão também teve sua história na Grécia e em Roma. Na Grécia ocorreu na mesma época que no Egito, já em Roma foi bem mais tarde (800 anos a.C.), porém com grande importância.
Foi em Roma, em 500 anos a.C. que foi criada a primeira escola para padeiros. O aparecimento da máquina ocorre somente no século XIX, com amassadeiras (hidráulicas ou manuais), com um custo muito alto e também com grande rejeição. Os consumidores mostraram-se “hostis” com o pão feito mecanicamente. Pouco tempo depois surge o motor elétrico e a reclamação passa a ser dos padeiros.
Cada máquina substituía dois padeiros. Foi nesta época que o pão chegou ao Brasil. Hoje o trigo é tratado em moinhos, é lavado, escorrido e passado por cilíndricos que separam o grão da casca. Também é fabricado com a tecnologia de modernas formas e amassadeiras

Biotecnologia: passado e futuro


Já na antigüidade eram conhecidos os processos de produção de pão e bebidas fermentadas. Também os Astecas cultivavam em lagos variedades de algas utilizadas como fontes de alimentos.
A partir do século XIX, com o progresso das ciências, especialmente a microbiologia, houve grandes avanços na tecnologia das fermentações.
No início do século XX desenvolveram-se técnicas de cultura de tecidos. No final da década de 1970, a
engenharia genética revolucionou a engenharia biológica "clássica" dando origem ao que denominamos "nova" Biotecnologia.
Atualmente torna-se possível, em alguns casos, "convencer" uma célula a fazer algo para o qual ela não estava "programada", pois a engenharia genética, através de técnicas de engenharia biológica consegue modificar geneticamente microorganismos com características desejadas. Utilizando-se a métodos de
biologia molecular associados à informática, é possível também a automação e controle no cultivo de vegetais em escala industrial.
Graças a engenharia biológica já foram lançados vários produtos no mercado mundial. Em alguns casos, como os da
insulina e do hormônio do crescimento. A inovação consistiu em substituir os métodos de obtenção tradicionais. Em outros casos, como o dos anticorpos monoclonais, trata-se de produtos inteiramente novos.

sexta-feira, março 10, 2006

Salmão Modificado Pode Causar Reação em Pessoas com Alergia ao Leite


Um novo processo para modificar a carne e o peixe foi introduzido recentemente no mercado. Sua combinação principal é a caseína, e pode colocar em risco os pacientes com história de alergia ao leite.
O Stef J Koppelman e seus colaboradores, da TNO Nutrition and Food Research Institute, Zeist, Holanda, realizaram um novo estudo onde pesquisam a presença de caseína, presente no leite, em carnes de peixe industrialmente preparadas.O estudo foi publicado na revista The Lancet de 18 de dezembro de 1999.Os autores relatam o caso de uma mulher de 30 anos, com uma história de dermatite atópica, asma, febre do feno, e reações adversas ao leite de vacas e os ovos de galinhas desde os 20 anos, e que foi atendida pelos autores após 1 h de ter comido uma fatia de pão com salmão, e ter desenvolvido prurido, angio-edema facial, náusea, e dor abdominal (uma reação alérgica típica).Ela nunca tinha antes apresentado uma reação adversa para salmão ou qualquer outro tipo de peixe.
Porém ela já havia sofrido de uma reação alérgica séria por duas vezes depois de ingestão acidental de alimento contendo leite. Utilizando análises químicas, os autores foram capazes de demonstrar a presença de ß-lactoglobulina, um componente secundário de preparações de caseína usadas industrialmente na carne do salmão modificada. Assumindo que tenha havido um consumo de 10 a 50 gramas de salmão pela paciente, teriam sido ingeridos aproximadamente de 10 a 50 mg de caseína.

De acordo a estudos anteriores, esta pequena quantidade é capaz de desencadear uma reação alérgica em pessoas sensíveis.Os autores alertam as pessoas alérgicas ao leite desta possibilidade de reação alérgica ao consumir carnes industrializadas modificadas.


Fonte: The Lancet, Volume 354, Number 9196, 18 December 1999

A Asma na Infância e o Uso de Corticosteróides


Os corticosteróides (orais ou inalatórios), usados para tratar alergias severas, são um dos remédios mais eficazes disponíveis actualmente para o tratamento da asma. Eles diminuem a inflamação e as respostas do sistema imunológico aos alergênicos aos quais a pessoa é sensível. O conhecimento actual de que a asma é uma doença inflamatória crônica tem justificado a administração cada vez maior e mais precoce dos corticosteróides, como tratamento preventivo para as crianças. Estes medicamentos, têm demonstrado efetividade independente da gravidade da asma, o seu uso precoce associa-se à prevenção de alterações estruturais, controle dos sintomas, redução das exacerbações agudas (hospitalizações), melhora da função pulmonar e diminuição da hiper-responsividade brônquica.

Contra-Indicações dos Corticosteróides

Entretanto, estudos recentes, de curto e médio prazo, têm associado o tratamento com corticosteróides inalatórios, sobretudo o dipropionato de beclometasona (DPB) a retardo de crescimento, mesmo quando utilizado em doses consideradas seguras (abaixo de 400 mcg/dia). Entre as várias causas de retardo de crescimento destacam-se: doenças genéticas, problemas nutricionais, distúrbios hormonais e doenças crônicas. Entre elas, a asma é apontada como causa significativa de baixa estatura em crianças. Na população geral, a prevalência de baixa estatura é de 2 a 3%. Em pacientes alérgicos, principalmente asmáticos, ela pode oscilar entre 2 e 10%.

sábado, março 04, 2006

Bebé proveta português faz anos


Vinte anos depois, Portugal ainda não legalizou a reprodução medicamente assistida.

Duas décadas depois do nascimento do primeiro bébé concebido por fertilização in vitro, Portugal ainda não legalizou a reprodução medicamente assistida mas o governo prepara-se para aprovar brevemente uma lei para eliminar o vazio legal. Esta prática tem alimentado a contestação religiosa. Católicos, islâmicos e judaicos condenam a utilização de espermatozóides ou óvulos de dadores. A existência de embriões excedentários é outro dos aspectos polémicos aquando da discussão em torno da futura legislação. Desde 1986 que milhares de portugueses recorrerem a técnicas de fertilização.

Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20060225+-+Bebe+proveta+portugues+faz+anos.htm

Adesivo contra a depressão



A FDA, autoridade norte-americana que regula os medicamentos, autorizou a comercialização do primeiro adesivo para tratar a depressão.

O adesivo, com a designação de EmSam, liberta sele-gilina, uma substância já autorizada pela FDA, em 1989, sob a forma de comprimidos para a doença de Parkinson. A substância (sele-gilina) é igualmente receitada para tratar as pessoas que sofrem de depressões e em quem os antidepressivos mais comuns, Prozac, Zoloft e Paxil, não têm qualquer eficácia. De acordo com a FDA, o adesivo EmSam revelou-se seguro e eficaz no tratamento de depressões graves.

Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20060301+Adesivo+contra+a+depressao.htm

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Células-tronco do cérebro produzem insulina


Pela primeira vez, as células-tronco do cerebro foram estudadas no sentido de produção de insulina. A descoberta pode abrir caminho para novos tratamentos do diabetes tipo 1, que afeta principalmente crianças e jovens.

A diabetes do tipo 1 tem como consequêmcia a incapacidade do pâncreas produzir a insulina, hormônica que regula a quantidade de açúcar no sangue, o que força o paciente a ser dependente de injeções da substância. (De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 150 milhões de pessoas no mundo, especialmente crianças e adolescente, sofrem com a doença. ).

Inicialmente, em laboratório, os cientistas, induziram células-tronco que originalmente se diferenciariam em neurônios a se desenvolverem como células pancreáticas produtoras de insulina. Depois eles implantaram as células obtidas no fígado de camundongos e constataram que o novo tecido começou a produzir insulina.

No entanto, a quantidade de insulina produzida ainda não é suficiente para o tratamento de pacientes diabéticos, mas trata-se de um passo importante para o desenvolvimento de uma terapia.

Precursores do DNA são descobertos em estrela


Um grupo de cientistas holandeses descobriu a existência dos ingredientes básicos dos precursores de DNA no pó que cerca uma estrela.

Esses ingredientes foram detectados mediante o telescópio espacial Spitzer, da Nasa, na zona planetária da estrela - uma região onde, acredita-se, surgiram planetas de natureza rochosa, como a Terra.
Segundo os cientistas, esta é a primeira vez que se capta a existência desse tipo de gases, chamados acetileno e cianureto de hidrogênio, em uma zona planetária que não corresponde à do Sistema Solar.

Os gases foram descobertos na estrela identificada como IRS 46 na constelação de Ophiucus, cerca de 375 anos luz da Terra. A estrela está cercada por um anel plano de gases e pó que, em última instância, se aglutinam para dar forma aos planetas.
Os gases orgânicos como os descobertos em torno de IRS 46 também foram detectados em nosso Sistema Solar, especialmente na atmosfera de planetas gigantes e na lua Titã, de Saturno, assim como na superfície dos cometas.
Na presença de água, o acetileno e o cianureto de hidrogênio se unem e formam as unidades químicas essenciais da vida, o DNA e as proteínas. Segundo Geoffrey Blake, um dos autores do estudo, em um tubo de ensaio e sobre uma superfície adequada na qual esses ingredientes possam concentrar-se e reagir quimicamente "se obtém uma amostra de compostos orgânicos, incluindo aminoácidos e uma base de DNA chamada adenina".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna
(texto com supressoes)

domingo, fevereiro 26, 2006

Estudos que alteram opiniões!


Uma nova pesquisa científica revelou que mulheres que comam alimentos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) enquanto estiverem grávidas poderão prejudicar os seus bebés ainda por nascer.

O estudo - levado a cabo por um cientista da Academia Russa de Ciências - descobriu que mais de metade da descencência de ratos alimentados com soja modificada morreu nas primeiras 3 semanas de vida, 6 vezes mais que os nascidos de mães alimentados com uma dieta normal e apresentavam igualmente peso a menos. A pesquisa é apenas uma de uma série de recentes estudos que estão a fazer reviver os medos que os alimentos OGM prejudiquem a saúde humana. Um estudo italiano descobriu que a soja modificada afectava o fígado e o pâncreas dos ratos. A Austrália abandonou uma tentativa que durava há uma década de desenvolver amendoins modificados quando um estudo oficial revelou que provocavam danos nos pulmões.
Um outro estudo (realizado em UK) demonstrou que os ratos com uma dieta rica em milho transgénico tinham rins mais pequenos e apresentavam mudanças na composição sanguínea, o que sugeria possíveis danos nos seus sistemas imunitários, do que aqueles com dietas convencionais.

Neste sentido, estudos como estes ameaçam ter um efeito explosivo na já hostil opinião pública.